quinta-feira, 31 de março de 2011

Banda Do Mês - The Killers

Biografia e análise das obras do THE KILLERS. Mini-documentário ao final do post.



  
     Imagine que você esteja em um hotel, e o porteiro te ajuda com as malas. Você olha mais atentamente pro porteiro. E olha de novo. Duvido que você imaginasse que esse porteiro poderia ser uma estrela do rock. Pois foi assim que Brandon Flowers, vocalista do The Killers, trabalhou por um certo tempo em Las Vegas, a cidade dos cassinos. Mas ele também era tecladista de uma banda, até se separar dela por divergências sobre o rumo da banda. Foi depois dessa separação que Brandon começou a traçar o caminho que culminaria na formação de uma das bandas mais queridas e criativas do globo atual.
  
     "Procura-se um tecladista, compositor e cantor criativo pra caramba para formar a melhor banda do ano." Com certeza não foi assim, mas foi através de um anúncio em um jornal que o guitarrista Dave Keuning procurava formar uma banda. Os requisitos era tocar algum instrumento e ter The Cure, The Bealtes, U2, New Order, entre outros, como inspirações. E, pela força do destino, Brandon foi o único que repondeu o anúncio.

Você não imaginaria que um porteiro seria uma estrela do rock.


     Já no primeiro encontro eles trabalharam no que seria seu primeiro sucesso: Mr. Brightside. Keuning tinha composto o verso, e Brandon completou com o refrão. Pouco tempo depois ele convocaram o resto dos integrantes da banda: Ronnie Vannuccie, que estudava percussão clássica, e Mark Stoermer, baixista. E logo o grupo começou a ensaiar na casa de Ronnie, quando se sentiram preparados para tocar nos cassinos e festas noturnas de Las Vegas. Nestes shows que a banda chamou a atenção dos caça-talentos e produtores musicais. Um deles chegou a gravar uma demo e enviou para a gravadora Lizard King, em Londres, que lança muitas bandas independentes no mercado. E a partir daí que o grupo teve a chance de mostrar todo seu pontencial no primeiro álbum, Hot Fuss.

     Atualmente, há uma discussão em pauta que fala sobre a velocidade do mundo globalizado hoje, como tudo ficou mais fácil. E essa banda se encaixa perfeitamente no perfil. Em apenas dois anos eles sairam do quarto de Ronnie para os palcos do mundo. "Mr Brightside" foi uma explosão, alcançado o primeiro lugar em vários países. E outros hits do álbum, como "Smile Like You Mean It", "All This Things That I've Done" e "Somebody Told Me", mostram que a banda formada por um simples porteiro, na verdade, pode ser um grande sucesso.



     A banda teve dois anos para fazer suas turnês, compor e ensaiar novas músicas. Agora com o selo do Island Records, ela lançou em 2006 um dos álbuns mais envolventes do ano, Sam's Town. Ou, segundo o egocêntrico mórmom de 1,75 de altura, Brandon Flowers, "este é um dos melhores álbuns dos últimos 20 anos. Nada pode abalar este álbum". O álbum traz mais guitarras, e destaco aqui músicas ousadas por sua estrutura pouco ordinária, como "Exterlude/Enterlude" e "My List". Mas também é referência em boas melodias, com "Read My Mind", "When You Were Young" e "Bones", que teve até um clipe dirigido por Tim Burton. Foi nesse álbum que a banda definiu o modo de se vestir e uma sonoridade mais consistente.

     Seguindo o padrão, dois anos depois foi lançado Day & Age, que traz uma influência muito clara dos ritmos dançantes dos anos 80, com muito sintetizador. O primeiro single, "Human", causou um estranhamento, mas logo alcançou um reconhecimento maior.

Sessão fotográfica para o álbum Day & Age.


     O interessante de The Killers é que eles não se limitam à obras para álbuns, eles tem uma grande quantidade de singles, featuring e covers, fora os especiais de Natal que gravam todo ano (os quais destaco "Joseph, Better You Than Me" e "Don't Shoot Me Santa"). Eles chegaram a  juntar um tanto dessas obras e lançar em uma compilação chamada Sawdust, em 2007.


     É estranho para os fãs estar em 2011 e não ter ainda nenhum outro cd mais novo. Parece que quebraram a tradição de lançar álbuns a cada dois anos. Isso porque Brandon resolveu arriscar um álbum solo, em 2010. Não quer dizer, graças a Deus, que a banda se desitegrou. É apenas uma experiência do ex-porteiro. O álbum conta o o hit "Crossfire", mas não chega perto do que seria uma obra da banda completa.

     Essa é a história de uma banda que conquistou os amantes do indie rock e até dos 'popeiros'. É incrível como as coisas se arrumam para um resultado final fantástico. Quem sabe se Dave simplesmente não quisesse colocar o anúncio no jornal. Ou Brandon continuasse na banda antiga? O importante é que o que aconteceu, aconteceu. E aconteceu, por sinal, muito bem!

     Você pode curtir um mini-documentário que eu fiz resumindo a biografia da banda, com fotos, entrevistas e muito mais.


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BAIXE aqui os álbuns do The Killers


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